Tintas ecológicas

Você sabia que a maioria das tintas que vemos por aí podem emitir componentes poluentes que fazem mal à natureza e à saúde? Mesmo depois de pintada, a superfície com tintas acrílicas, esmaltes e vernizes continua emitindo componentes contaminando o ar no interior dos edifícios. Estes componentes chamam-se COV, ou seja, componentes orgânicos voláteis.

As tintas do mercado possuem muitos componentes poluentes, tais como: benzeno, fenóis, chumbo, resinas alquídicas. Estes elementos, em grande quantidade no ar podem causar doenças e mal-estar nos usuários, um conjunto de sintomas da chamada Síndrome do Edifício Enfermo.

É muito comum verificar a presença da Síndrome do Edifício Enfermo em edifícios comerciais com grande quantidade desses materiais e pouca troca de ar em seu interior. Seus ocupantes podem apresentar desde baixo rendimento no trabalho, até dores de cabeça, congestão nasal, náuseas e cansaço.

O Benzeno está em todo o ar dos centros urbanos, pois provém da fumaça do cigarro, dos escapamentos dos automóveis, das tintas imobiliárias e emissões industriais diversas. O Benzeno pode causar sonolência, taquicardia, dores de cabeça tremores, vômito, entre outros sintomas que, apesar de não chamarem atenção, diminuem nossa qualidade de vida.  Os Fenóis e o Formaldeído, tão presentes em tintas e lacas, são compostos orgânicos poluentes e muito prejudiciais à saúde, podendo causar até câncer se inalados em grande quantidade.

E quais são as soluções?

Hoje, no mercado, já existem algumas opções de tintas e vernizes “sem cheiro” ou a base de água. Apesar destas indicações não classificarem o material como sustentável, podem garantir o menor impacto (segundo alguns atributos) do que o material convencional. Algumas empresas também vêm buscando minimizar a quantidade dessas substâncias nas tintas e algumas delas vem sendo certificadas pelo selo Sustentax, que garante que as tintas certificadas possuem baixa emissão de poluentes, como é o caso de muitas tintas Latex, por exemplo.

Outra solução é a busca por tintas que não contém nenhuma substância tóxica, como é o caso das tintas naturais, a base de cal e minerais. Essas tintas podem ser fabricadas na obra mesmo e tem um custo bastante reduzido, apesar de não oferecerem um padrão de qualidade satisfatório.  Algumas empresas vem fabricando tintas com qualidade bastante superior e de alta qualidade ambiental, como é o caso das Tintas Solum, utilizadas na casa modelo:

Imagem da Casa Modelo – parede com tinta Solum cor café com leite aplicada direto no reboco, parede com tinta Latex aplicada sobre selador a base de água e parede de tijolo a vista com resina impermeabilizante a base de água – soluções menos impactantes na obra.

tinta de cal

Pintura interna da Casa Modelo – pintura a base de cal feita na obra.

Como fazer uma pintura de cal:

Passo 1: em uma lata de 18 litros limpa e vazia coloque 1 pacote de cal especial para pintura e preencha com água até 4 dedos da borda. Deixe a mistura feita por 24 horas e mexa de vez em quando.

Passo 2: na hora do preparo misture o pó xadrez da cor desejada até o máximo de 500g para cada lata, adicione 200ml de óleo de linhaça e misture muito bem.

Passo 3: limpe a superfície de reboco (liso ou texturizado) e molhe-a com uma broxa;

Passo 4: aplique a mistura com broxa, começando por uma camada fina, geralmente são necessárias 3 demãos, é necessário aplicar uma demão logo após a outra, sem secar. Espere secar após a terceira demão para ver deu cobertura.

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