Iluminação eficiente

Os gastos com iluminação artificial podem gerar um alto custo mensal para os edifícios, o planejamento de uma iluminação ineficiente torna-se tarefa imprescindível para os arquitetos que pretendem alcançar a alta qualidade nos espaços construídos.

Planejar eficientemente a iluminação não é apenas usar lâmpadas de baixo consumo, é preciso considerar uma série de fatores que podem afetar na eficiencia geral da iluminação. A Ecodhome desenvolveu uma espécie de checklist para o desenvolvimento de um projeto de iluminação eficiente:

1. Otimizar a iluminação natural: um projeto eficiente começa desde os primeiros traços arquitetônicos, quando se pensa em arquitetura bioclimática. Um edifício eficiente aproveita a luz solar durante todo o dia, mas sem ganhar calor através dos raios solares. Esta é uma tarefa difícil e precisa ser bem pensada fazendo-se uso de vários elementos de fachada que permitam o ganho da luz, sem ganhos excessivos de calor, tais como: uso de vidros epeciais, uso de brises, platibandas, clarabóias, domos, etc. Um projeto de iluminação natural eficiente deve considerar inclusive a qualidade da iluminação pretendida, que satisfaça os usos da edificação ou valorize formas e ambientes internos. A seguir o exemplo de uma boa iluminação natural do projeto dos arquitetos José Gomes e Karla Figueiredo:

2. Calcular a iluminação artificial: na hora de projetar o sistema artificial é preciso, em primeiro lugar calcular a iluminação requerida para que, a iluminação fornecida não exceda o necessário, o que é muito comum. Este cálculo permite que se atinja um maior conforto lumínico no espaço, garantindo que todos os espaços estejam confortavelmente iluminados. Para isso considera-se a iluminação mínima de 500 lumens para área de pouca permanência e 1000 lumens para áreas de trabalho. Calcula-se também uma previsão da iluminação natural ao longo do dia e durante as diferentes situações do céu (dia de sol, céu encoberto, por exemplo) para verficar em quais situações a iluminação artificial será necessária. Hoje é possível planejar a iluminação através de programas computacionais que fornecem os dados sobre a iluminação natural.

3. Criar diferentes circuitos de iluminação: ao se verificar que a iluminação natural muda em cada área do espaço é preciso que os circuitos de iluminação sejam projetados a partir destas situações, para que fiquem ligadas apenas as lâmpadas necessárias para cada situação. A criação de circuitos diferentes para iluminação geral e iluminação específica é uma forma de se manter ligadas apenas as lâmpadas necessárias para cada tarefa. Um local nunca é homogêneo em iluminação natural e o que ocorre é que no final do dia, algumas áreas sofrem escurecimento mais cedo e a iluminação artificial deve prever estas áreas, fornecendo iluminação apenas nestes pontos, diminuindo os consumos energéticos. A iluminação artificial poderá ser ligada gradativamente, na medida que a iluminação natural vai decaindo. Já existem no mercado aparelhos de automação que fazem esta função automaticamente através de dimers. Os dimers manuais também são muito eficientes nestas situações. É importante lembrar que há muitas lâmpadas econômicas que não podem ser dimerizadas. A seguir um exemplo de iluminação artificial e natural em conjunto:

4. Utilização de luminárias eficientes: muitas luminárias do mercado não aproveitam toda a iluminação da lâmpada, sendo que parte dela é perdida, sendo necessário um consumo maior de energia. As luminárias com policarbonato, por exemplo, podem perder até 40% da iluminação. Cada luminária deve ser escolhida para cada uso, por exemplo, para a as área de trabalho, é muito indicado a iluminação por pendentes, que aproximam a iluminação da mesa; outro exemplo é a iluminação geral por lâmpadas refletoras que rebatem a luz internamente fazendo a luz distribuir melhor pelo ambiente. A seguir exemplos:

5. Equipamentos eficientes: por fim o uso de lâmpadas de baixo consumo são a melhor opção para iluminar ambientes, há hoje no mercado uma variedade grande de lâmpadas eficientes. Para garantir a eficiência da lâmpadas o fornecedor sempre informa a quantidade de lumens por watt, ou seja, quanto ilumina cada Watt consumido pela lâmpadas. São consideradas lâmpadas eficientes aquelas que têm mais de 60lm/w.

Veja o exemplo da loja Eco Moda para Crianças, projetada pela Ecodhome, que utilizou leds, lâmpadas fluorescentes modernas e lâmpadas de vapor metálico, que são consideradas muito eficientes:

VEJA O PROJETO AQUI!

Você precisa de um projeto eficiente? Entre em contato com a Ecodhome.

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