Eco atitude do dia – dia 13

Diga não ao PVC!

Isto é uma grande eco atitude e eu gostaria de falar um pouco deste plástico hoje, já que o assunto apareceu numa reunião com um cliente, que queria usar PVC em tubulações, esquadrias e forros. Após ele saber sobre os perigos do PVC, mudou de opinião e disse não a este plástico extremamente poluente.

Vamos conhecer um pouco mais sobre o PVC:

Cloreto de polivinila (PVC): é o plástico mais utilizado atualmente nas edificações e seu uso abrange tanto as tubulações das instalações hidrossanitárias, como telhas, calhas, quadros de distribuição e tubulações elétricas, pisos, forros, mobiliário, entre outros. Seu uso vem crescendo pelas suas grandes vantagens de preço, facilidade de trabalhar e versatilidade.
O PVC é derivado de resinas vinílicas, que também são utilizadas na fabricação de revestimentos plásticos para pisos de pequena espessura e grande resistência. Durante todo seu ciclo de vida é possível verificar a emissão de tóxicos por parte da indústria do PVC, por esta razão, o PVC tem sido seriamente condenado. As resinas vinílicas são todas carcinogênicas segundo a americana EPA (2008), e a exposição prolongada a estas substâncias pode causar gastrite, dermatites e problemas de fígado. Outro problema grave do PVC está na sua queima, pois pode liberar substâncias não-intencionais como a Dioxina .
Além de suas características carcinogênicas, os plásticos não-biodegradáveis como o PVC apresentam um sério problema para o lixo das grandes cidades. Por se tratar de compostos orgânicos, os componentes destes plásticos podem ocasionar um impacto sistêmico, pois suas substâncias se aderem a plantas e animais, causando doenças e morte por grandes distâncias. O PVC ainda utiliza gás cloro em sua fabricação que, quando queimado, libera ácido clorídrico, causador da chuva ácida.
Já é comprovado que os aditivos do PVC são altamente tóxicos. A Suécia foi o primeiro país a votar, em 1995, a extinção em fases do uso do PVC. A Dinamarca introduziu um imposto de vendas do PVC em 1999, e proíbe o uso de aditivos do PVC; desde 1997 brinquedos de PVC foram banidos da Áustria, França, Grécia, México, Noruega e Suécia. 43% da matéria-prima do PVC é derivada do petróleo, 82% dos dejetos de PVC vão para o lixo, 15% é incinerado, sendo que a incineração gera substâncias tóxicas. A fabricação de PVC utiliza 8 vezes mais energia do que a madeira por exemplo (ECOHOUSE, 2007).
Um texto pesquisado, provindo de um artigo lançado no The Institute of Science in Society, explicita de forma clara os perigos do PVC:
A produção de PVC envolve o transporte de materiais explosivos perigosos tais como o monovinil cloreto (um carcinogênico) e gerador de lixos tóxicos, notavelmente o alcatrão dicloreto de etileno. Os resíduos de piche (ou alcatrão) contêm enormes quantidades de dioxinas que quando incinerado ou aterrado dispersa dioxina no ambiente. Numerosos aditivos são incorporados no produto de consumo, incluindo amaciadores para torná-lo flexível, metais pesados como estabilizadores das cores e fungicidas. Dioxinas são geradas durante a fabricação e aparece no descarte como lixo e algumas vezes no próprio produto. Plastificantes não ficam confinados ao plástico e podem lixiviar depois de algum tempo. Os plastificantes presentes nos pavimentos de vinil evaporam ficando em suspensão nos ambientes dos prédios. O mais comum deles é o ftalato DEHP (di(2-ethylhexyl)phthalate), é um carcinogênico suspeito e mais de 90% são empregados somente para fazer produtos de PVC flexíveis, incluindo brinquedos infantis e mordedores. Desde 1999, a União Européia proibiu os ftalatos em brinquedos que são levados à boca das crianças abaixo de três anos de idade. (NOSSO FUTURO ROUBADO).
Infelizmente o PVC tem sido um material já consagrado para tubulações de água e esgoto, inclusive sendo indicado pela Norma Brasileira no que se refere a especificações de detalhamento de sistemas hidro-sanitários. Segundo a EPA (2008), há o risco de contaminação dos usuários dos produtos de PVC: a água que passa por tubulação pode conter traços do material tóxico, principalmente se a água estiver em alta temperatura.

Mas o que usar no lugar do PVC?

Paras tubulações tanto de água fria ou de água quente temos duas opções:

PEX: polietileno reticulado. O Pex é um novo sistema de tubulações que existe no mercado que, além de ser menos tóxico do que o PVC, possui instalação muito facilitada e prática, a tubulação é flexível, não precisando de curvas e as conexões, quando necessárias, são feitas sem colas, o que também minimiza os impactos ambientais do material. Veja uma obra feita em Pex:

tubulação Pex

PPR: outra opção existente no mercado, que geralmente é indicado para água quente, mas também pode ser utilizada para água fria. O PPR tem boa resistência, é reciclável e menos tóxico que o PVC.

Procure evitar o PVC também em outros materiais cotidianos, principalmente aqueles que as crianças podem ter contato direto. O PVC já é proibido para brinquedos infantis na Europa, mas muitas vezes vemos este plástico ao nosso redor no dia a dia. No Brasil, o PVC é usado até para embalagens de alimentos, como garrafas de leite, potes de iogurte, etc.
Uma boa notícia é que a empresa brasileira Braskem, desenvolveu um plástico verde, 100% reciclado, feito a partir da cana de açucar, um bioplástico bem menos tóxico do que qualquer outro no mercado.Em 2011 o PE verde da Braskem recebeu a certificação máxima da empresa belga Vinçotte, principal instituição de avaliação de produtos com conteúdo de origem renovável. A análise considerou amostras das famílias de PEAD (Polietileno de alta Densidade) e PEBDL (Polietileno de Baixa Densidade Linear). Todos os grades receberam certificação quatro estrelas, atribuição de qualidade máxima conferida pela Vinçotte. Até abril de 2014 o polietileno verde da Braskem usará o selo ‘Ok Biobased’.

Algumas empresas já estão sendo produzindo embalagens e produtos com o plástico verde, confira:

A Danone não usa mais PVC nas embalagens:

A Natura também não:

A estrela já está até lançando brinquedos sustentáveis:

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