Eco atitude do dia – dia 44

Diariamente são jogadas nos lixões das cidades pilhas de pilhas! Sim, as  pilhas apresentam em sua composição metais considerados perigosos à saúde humana e ao meio ambiente como mercúrio, chumbo… esses metais podem contaminar o solo e o lençol freático de forma muito danosa.

O que fazer para melhorar esta situação? A eco atitude do dia de hoje é: use pilhas recarregáveis. Neste fim de semana, minha camera fotográfica “comeu” as pilhas em questão de poucas horas e percebi por experiência própria: vale a pena ter um carregador de pilhas! Apesar de seu custo ser elevado (são 5x mais caras) elas podem ser recarregadas mais de 100 vezes!

Daqui a pouco chega no Brasil também as pilhas que recarregam no USB do computador:

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Reforma sustentável: como este edifício industrial antigo virou residencial

Localzado em San Diego, California, este edifício foi construído em 1921 e tem 5800 metros quadrados. Em 1996, o arquiteto Kevin de Freitas projetou uma reforma sustentável, adaptando a estrutura existente para a construção de 3 lofts.

O edifício antes:

O edifício depois:

Para esta reforma sustentável alguns princípios foram utilizados:

  • Aproveitamento máximo da estrutura existente;
  • Reaproveitamento de esquadrias da própria obra ou de outras demolições;
  • Planta baixa livre para minimizar novas construções e facilitar mudanças de layout;
  • Uso de materiais de baixo impacto;
  • Telhado eficiente, durável e com aproveitamento de água de chuva.
Veja algumas imagens internas dos lofts:

Eco mimetismo – construções inseridas no espaço natural

Um dos conceitos da arquitetura orgânica é o eco mimetismo, que significa estar integrado e partilhando o mesmo padrão, mesmas cores e texturas, de forma que a arquitetura possa ser confundida com o ambiente natural.

Muitas construções ecológicas partem desse pressuposto e o resultado é uma bela integração onde o limite entre arquitetura e ambiente natural ficam quase imperceptíveis:

O arquiteto Mick Muenning utiliza este princípio:

A famosa Casa Buraco, nos alpes suíços:

No Brasil, a arquitetura do sítio Curucaca também ousou num telhado verde que se mistura na paisagem:

Curucaca telhado jardim

Eco atitude do dia – dia 43

Um artigo bem interessante do Planeta Sustentável mostrou uma informação importante para quem quer ser mais sustentável na alimentação:

Todos os anos, 78 milhões de toneladas de peixes e frutos do mar são capturados nos mares do mundo – quantidade insustentável que ameaça a vida marinha. Para ajudar a evitar o colapso, varie o cardápio.

Sabia que há muitos peixes com risco de extinção ou cuja pesca pode gerar impactos ambientais negativos para a vida marinha?

Sim, então vamos conhecer melhor as espécies e moderar em algumas delas como a Lagosta e o Cação, dando preferência a peixes abundantes como: pexes criados em cativeiro (Salmão, Garoupa) e o Dourado e a Cavala.

 

Conheça o iconográfico que explica melhor as espécies. 

 

Eco atitude do dia – dia 42

Você é daquelas pessoas que troca de celular/notebook/tv mais de uma vez ao ano? Daquelas pessoas viciadas em tecnologia? Saiba que assim está contribuindo para um mundo mais poluído. Frear o consumo de eletrônicos é uma grande eco atitude. No blog do Sakamoto, encontrei um artigo sobre isso (indico a leitura), copio uma frase que achei interessante:

Neste momento em que todos louvamos o admirável mundo novo trazido pela tecnologia, com suas distâncias encurtadas e a possibilidade de distribuir conhecimento, faz-se necessário manter os olhos bem abertos sobre os seus efeitos colaterais, agravados pelo consumismo inconsequente. Até porque, a estrada para a perdição é asfaltada com monitores de computador usados (e rejuntada com saquinhos plásticos, é claro).

Então aguenta aí mais um pouco com o celular que ainda funciona, pense antes de juntar em casa uma pilha de aparelhos, bateriais, carregadores, etc. e faça uma eco atitude: freie seu consumo, e jogue lixo eletrônico no lugar certo.

Como você pode diminuir o uso do cimento da sua obra?

A indústria do cimento, principalmente no Brasil, tem elevado poder poluidor, além de consumir materiais e energia de fontes não renováveis. A produção global de cimento portland é responsável por algo em torno de 6% de todas as emissões antropogênicas de CO2 (John, Oliveira e Agopyan, 2005). Durante as queimas ocorridas nos fornos de clínquer, um volume grande de material particulado é emitido na atmosfera e muita energia é gasta. A indústria do cimento, pela sua magnitude, consome 5% do consumo total de energia do setor industrial.

Porém não podemos ficar sem o cimento, esta grande invenção de mais de 5 mil anos e que propiciou a construção de obras fantásticas. O que podemos fazer é usar recursos para não ficarmos tão dependentes desta matéria-prima e usá-la de forma mais sustentável:

  1. Contrate um engenheiro calculista, uma estrutura bem calculada fará com que não haja excesso de concreto armado na obra o que é comum quando a obra é feita por leigos que preferem “errar pelo excesso”;
  2. Alivie cargas na obra utilizando materiais leves, assim as estruturas ficarão mais delgadas fazendo menor uso do cimento;
  3. O uso de tijolo cerâmico maciço ou blocos de solo estabilizado (solo-cal, adobe…) aparentes diminui muito o uso do cimento porque dispensa pilares e vigas de concreto e dispensa o reboco;
  4. Contrate mão-de-obra qualificada, o que evitará desperdício de cimento, principalmente em rebocos muito espessos;
  5. Substitua o cimento pela cal, que bem menos poluente. A substituição pode ser completa na massa de assentamento: use a proporção de uma parte de cal para 4 de areia.
Há alguns produtos no mercado bastante eficientes no uso do cimento, como é o exemplo do Reboco fino:

No Brasil, como a produção do cimento é bastante diversificada e dispersa, dependendo dos recursos locais, cada região brasileira conta com a disponibilidade de algum tipo diferente de cimento. No nordeste brasileiro, optar pelo cimento CPIII, por exemplo, além de ser alternativa mais sustentável, é mais econômica e mais viável, por ser o tipo de cimento mais comum na região. No sul do Brasil, o uso mais comum é do CP IV, ou cimento pozolânico, que possui em sua mistura cinza volante resultante da queima de carvão mineral[1].

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[1] O estado de Santa Catarina é grande produtor de carvão mineral, já possui uma grande reserva.

Eco atitude do dia – dia 41

Quer diminuir seu lixo? Compre menos comida pronta! Fizemos o teste esta semana e reduzimos 50 litros de lixo comparando com outra semana que comemos mais enlatados e comida pronta (molho de tomate, congelados, pães e bolos prontos, sucos de caixinha, etc.). É incrível, mas foi uma redução de 25 litros por pessoa numa semana! Além disso acabamos reduzindo os custos com alimentação em 50%, porém, claro, passamos mais tempo na cozinha!

Até o pão nosso de cada dia foi feito em casa e ficou muito mais saboroso, veja esta receita infalível da Nádia Cozzi:

Basta conhecer o ponto da massa: soltando das mãos, mas ainda molinha. Vamos lá?
Ingredientes:
1 copo  tipo requeijão de leite
1 copo tipo requeijão de água
3 ovos caipiras
3 tabletes de fermento p/pão (45g)
1 xícara não muito cheia de óleo de Girassol
1 colher de chá de sal marinho
2 colheres rasas de açúcar cristal orgânico (podem ser substituídas por mel ou rapadura ralada)
Bata no liquidificador todos os ingredientes menos a farinha. Despeje numa tigela e junte aos poucos 1kg de farinha orgânica. Deixe a massa descansar por 02 horas.
É suficiente para 3 formas untadas com manteiga e farinha de trigo. Colocar só 1/3 da forma, pois cresce muito. Asse por mais ou menos 20 minutos.

Uma reportagem do site Obvious mostrou a diferença entre culturas na alimentação e pediu para que várias famílias mostrasse o que consumiu numa semana, ficou comprovado que quanto mais desenvolvido é o país, mas as pessoas consomem produtos prontos, o que aumenta progressivamente a quantidade de lixo gerada. Veja a reportagem aqui.

 

 

Uma família dos Estados Unidos – gastou 250 dolares.

Uma família na Índia – gastou 40 dólares.

O que tenho percebido muito é que muitas mães, nas suas correrias, acabam comprando papinhas prontas, molhos prontos, etc. A dica é: faça com antecedência e congele (isto serve para molho de tomate!).  Veja no site Bioculinária algumas receitas.