Design inteligente é design sustentável

Cada vez mais percebemos que os modismos não vêm para ficar e sim para ir embora rapidinho! O foco tem sido este, nada dura muito tempo e você logo quer trocar de sofá, de estante, de cores, de paredes… antes mesmo disto tudo estragar ou estar em mau estado. A obselescência das modas chegam antes da obselescência do próprio objeto. E a sustentabilidade, onde fica?

Acreditamos que design inteligente mesmo é aquele que vem para ficar, que dura anos, é atemporal, honesto, útil, inovador, isso sim é sustentabilidade. Um design muito modista não tem durabilidade e perde razão de ser em poucos anos, ou seja, é um design ruim, como dizia o grande mestre Dieter Rams: “O bom design é tão pouco design quanto possível”. O desenho de Dieter é bruto, limpo, direto, mas causou uma revolução, mostrando que a simplicidade e a modulação leva a obselescência para longe.

Vivemos num mundo super-consumista, porém nossos estilo de vida não se sustentará por muito tempo, é preciso mudar padrões. Projetar os ambientes internos deve ser tarefa inteligente, com olhar apurado sobre o que já existe e o que deverá ser criado, avaliando tudo que entrará e sairá do processo. Um grande nome, que veio para revolucionar conceitos de design é Ken Yeang, em seu livro Ecodesign ele oferece um novo desafio ao design e traça novos paradigmas a serem seguidos:

 Projetar para reutilização (DFD);
 Projetar para reciclagem (DFD);
 Projetar para durabilidade;
 Projetar para reduzir a quantidade de materiais usados;
 Projetar para minimizar o desperdício;
 Projetar para a reintrodução ao ambiente natural, utilizando materiais biodegradáveis e atóxicos;
 Projetar para o conserto e manutenção para a reutilização;
 Projetar para o aperfeiçoamento, “upgrading”;
 Projetar para substituição.
 Use materiais reciclados e recicláveis onde for possível;
 Minimize o número de tipos de materiais;
 Evite materiais tóxicos e perigosos;
 Evite materiais compostos, pois podem ser de difícil reciclagem;
 Padronize e identifique sempre os tipos de materiais;
 Minimize o número de diferentes tipos de componentes;
 Use conexões mecânicas ao invés de químicas;
 Use projeto modular;
 Projete juntas e conectores para resistir a montagens e desmontagens repetidas;
 Use materiais e componentes leves;
 Identifique sempre o ponto da desmontagem.

Procurando seguir este modelo, a Ecodhome projetou a loja Eco, que desde o princípio foi sustentável. A loja Eco comercializa produtos infantis de empresas que possuem ações sócio-ambientais comprovadas. O projeto da loja partiu do conceito “less is more” tentando minimizar a quantidade de móveis e “coisas” sem uso, tudo dentro da loja tem uma razão de ser e os móveis foram limpos retos e modulares, porém sem perder o charme, assim as mudanças do tempo podem ocorrer sem percalços e perdas e os módulos podem até serem reaproveitados para outros usos, como o doméstico.

Saiba mais sobre o projeto e assista ao vídeo que explica todo o processo de criação da loja Eco, projetada pela Arquiteta Carine Nath da Ecodhome, AQUI.

Iluminação eficiente

Os gastos com iluminação artificial podem gerar um alto custo mensal para os edifícios, o planejamento de uma iluminação ineficiente torna-se tarefa imprescindível para os arquitetos que pretendem alcançar a alta qualidade nos espaços construídos.

Planejar eficientemente a iluminação não é apenas usar lâmpadas de baixo consumo, é preciso considerar uma série de fatores que podem afetar na eficiencia geral da iluminação. A Ecodhome desenvolveu uma espécie de checklist para o desenvolvimento de um projeto de iluminação eficiente:

1. Otimizar a iluminação natural: um projeto eficiente começa desde os primeiros traços arquitetônicos, quando se pensa em arquitetura bioclimática. Um edifício eficiente aproveita a luz solar durante todo o dia, mas sem ganhar calor através dos raios solares. Esta é uma tarefa difícil e precisa ser bem pensada fazendo-se uso de vários elementos de fachada que permitam o ganho da luz, sem ganhos excessivos de calor, tais como: uso de vidros epeciais, uso de brises, platibandas, clarabóias, domos, etc. Um projeto de iluminação natural eficiente deve considerar inclusive a qualidade da iluminação pretendida, que satisfaça os usos da edificação ou valorize formas e ambientes internos. A seguir o exemplo de uma boa iluminação natural do projeto dos arquitetos José Gomes e Karla Figueiredo:

2. Calcular a iluminação artificial: na hora de projetar o sistema artificial é preciso, em primeiro lugar calcular a iluminação requerida para que, a iluminação fornecida não exceda o necessário, o que é muito comum. Este cálculo permite que se atinja um maior conforto lumínico no espaço, garantindo que todos os espaços estejam confortavelmente iluminados. Para isso considera-se a iluminação mínima de 500 lumens para área de pouca permanência e 1000 lumens para áreas de trabalho. Calcula-se também uma previsão da iluminação natural ao longo do dia e durante as diferentes situações do céu (dia de sol, céu encoberto, por exemplo) para verficar em quais situações a iluminação artificial será necessária. Hoje é possível planejar a iluminação através de programas computacionais que fornecem os dados sobre a iluminação natural.

3. Criar diferentes circuitos de iluminação: ao se verificar que a iluminação natural muda em cada área do espaço é preciso que os circuitos de iluminação sejam projetados a partir destas situações, para que fiquem ligadas apenas as lâmpadas necessárias para cada situação. A criação de circuitos diferentes para iluminação geral e iluminação específica é uma forma de se manter ligadas apenas as lâmpadas necessárias para cada tarefa. Um local nunca é homogêneo em iluminação natural e o que ocorre é que no final do dia, algumas áreas sofrem escurecimento mais cedo e a iluminação artificial deve prever estas áreas, fornecendo iluminação apenas nestes pontos, diminuindo os consumos energéticos. A iluminação artificial poderá ser ligada gradativamente, na medida que a iluminação natural vai decaindo. Já existem no mercado aparelhos de automação que fazem esta função automaticamente através de dimers. Os dimers manuais também são muito eficientes nestas situações. É importante lembrar que há muitas lâmpadas econômicas que não podem ser dimerizadas. A seguir um exemplo de iluminação artificial e natural em conjunto:

4. Utilização de luminárias eficientes: muitas luminárias do mercado não aproveitam toda a iluminação da lâmpada, sendo que parte dela é perdida, sendo necessário um consumo maior de energia. As luminárias com policarbonato, por exemplo, podem perder até 40% da iluminação. Cada luminária deve ser escolhida para cada uso, por exemplo, para a as área de trabalho, é muito indicado a iluminação por pendentes, que aproximam a iluminação da mesa; outro exemplo é a iluminação geral por lâmpadas refletoras que rebatem a luz internamente fazendo a luz distribuir melhor pelo ambiente. A seguir exemplos:

5. Equipamentos eficientes: por fim o uso de lâmpadas de baixo consumo são a melhor opção para iluminar ambientes, há hoje no mercado uma variedade grande de lâmpadas eficientes. Para garantir a eficiência da lâmpadas o fornecedor sempre informa a quantidade de lumens por watt, ou seja, quanto ilumina cada Watt consumido pela lâmpadas. São consideradas lâmpadas eficientes aquelas que têm mais de 60lm/w.

Veja o exemplo da loja Eco Moda para Crianças, projetada pela Ecodhome, que utilizou leds, lâmpadas fluorescentes modernas e lâmpadas de vapor metálico, que são consideradas muito eficientes:

VEJA O PROJETO AQUI!

Você precisa de um projeto eficiente? Entre em contato com a Ecodhome.

Casa Modelo de Sustentabilidade

Com intuito de servir de modelo para quem quer construir de forma mais sustentável, a Casa modelo foi criada pelo escritório Ecodhome e já possui 1 ano de existência. A Casa modelo chamada de Ecohabitat serve como uma exposição de tecnologias sustentáveis, saúdáveis e viáveis. Foi construída em Florianópolis e faz uso de diversas soluções de sustentabilidade:

– PROJETO BIOCLIMÁTICO: desenvolvido a partir de simulações computacionais para prever a iluminação e ventilação naturais, além de garantir o conforto térmico da casa sem uso de sistemas artificiais.
– TERRAÇO VERDE: para aumentar a cobertura verde minimizando o efeito das ilhas de calor;
– OCUPAÇÃO SUSTENTÁVEL: a casa é compacta e ocupa uma porção pequena do terreno, o restante é tratado com paisagismo ecológico e revesitimentos permeáveis para absorver as aguas pluviais, evitando enchentes e criando maior integração com o ecossistema local;
– MATERIAIS DE BAIXO IMPACTO: todos os materiais da obra foram selecionados rigorosamente e devem obedecer a alguns critérios de sustentabilidade: baixa emissão de poluentes, princípios de reciclagem, materiais regionais, madeiras certificadas, tintas de baixa emissão, entre outros;
– SISTEMA DE ÁGUA E ESGOTO ECOLÓGICOS: a casa faz proveito de água de chuva e limpa e reaproveita águas cinza (águas das lavações). As águas cinza passam por uma tratamento natural por filtro plantado e é reaproveitada nos vasos sanitários;
– ILUMINAÇÃO EFICIENTE: a iluminação diurna é sempre garantida por iluminação natural e a noturna é feita por lâmpas eficientes como fluorescentes e leds.

Este projeto e todas as suas soluções de saneamento e materiais está sendo disponibilizado para comercialização na loja virtual da Ecodhome, entre em contato!

eco casa
Ficha técnica:

Local: Florianópolis – SC

Ano do projeto: 2008

Soluções de sustentabilidade: projeto bioclimático fazendo uso de direconamentos propícios de Feng Shui, utilização de materiais de baixo impacto como tijolo de solo-cimento, telhado verde, reuso de água de chuva e de águas cinza, e aquecimento solar de água.

Projeto arquitetônico: Arq. Carine Nath

Veja o programa Missao casa mostrando a Casa Modelo:

Consultoria em arquitetura sustentável

Muito se fala em arquitetura sustentável, mas poucos sabem o que envolve uma consultoria em construção sustentável.

A consultoria, fornecida pela Ecodhome, é uma orientação no atendimento de exigências de sustentabilidade em projetos e obras. A consultoria funciona pelo acompanhamento do projeto do empreendimento e indicação de todas as modificação ou adaptações a partir de avaliações bastante complexas, envolvendo, inclusive, simulações e cálculos.  A consultoria geralmente acontece de acordo com as seguintes etapas:

Indicação das premissas de projeto: a Ecodhome pode ajudar desde a escolha do terreno, optando por locais em que o impacto de uma edificação seja minimizado até indicações da implantação do empreendimento de acordo com estratégias bioclimáticas e premissas da construção sustentável.

Avaliação dos estudos preliminares: a partir da definição da ocupação do terreno, parte-se para a avaliação dos primeiros esboços do projeto, quando são avaliadas de forma mais aprofundada, as questões bioclimáticas. Veja um exemplo de avaliação e indicações para o projeto de uma ecoloja:

Elaboração de relatório final com indicações das minimizações dos impactos ambientais e humanos – nesta etapa, todos os princípios de sustentabilidade são avaliados e as correções são indicadas abrangendo:

Recomendação dos materiais de menor impacto para toda a obra;

Recomendação de estratégias bioclimáticas com simulação computacional para verificação de insolação e sombreamento e recomendação de materiais, componentes e estratégias para melhoria do conforto;

Recomendação para projeto elétrico e luminotécnico, com memoriais de cálculos e especificação de materiais;

Projetos especiais para sistemas de saneamento sustentável (uso racional de água, aproveitamento de água de chuva, reaproveitamento de águas cinza, tratamento de efluentes);

Gestão de obras para minimização dos impactos causados pelo canteiro;

Memorial de minimização de impactos ambientais: especialmente desenvolvido ao final da consultoria para orientar todo o processo e mostrar quais as estratégias utilizadas, como foram utilizadas, memoriais de cálculo contendo porcentagens de economia de energia e água e redução de efluentes e resíduos.

Há ainda outras formas de consultoria na área de construção sustentável e a Ecodhome vem se especializando para atender este vasto mercado que vem precisando cada vez mais de profissionais competentes e especializados:

  • CONSULTORIA PARA CERTIFICAÇÕES (GREEN BUILDING)

A Ecodhome presta consultoria para adequação de projetos de terceiros aos critérios dos principais selos do Brasil: LEED e AQUA.

  • CONSULTORIA PARA SEU ECONEGÓCIO

A Ecodhome, por possuir vasto conhecimento sobre a influência dos materiais de construção e suas substâncias componentes na saúde e na natureza, oferece uma consultoria especial para quem quer fabricar um produto “verde” ou abrir um negócio no ramo de ecoprodutos para a construção. É possível fazer uma avaliação dos produtos e seu ciclo de vida, com base em grande documentação arquivada pela Ecodhome, para assim avaliar seu grau de impacto na natureza.

  • CONSULTORIA EM MATERIAIS

A Ecodhome possui um banco de dados de materiais e componentes de construção e estuda, junto ao cliente, as melhores soluções para a obra, respeitando condições estéticas, práticas e econômicas.