Cores na arquitetura sustentável

Muitas pessoas não sabem que a escolha das cores podem influenciar muito na sustentabilidade da casa.

No exterior do edifício a cor da fachada pode influenciar no seu grau de conforto térmico. Em países quentes como o Brasil, as cores claras, principalmente o branco são muito indicadas pois refletem os raios solares minimizando ganhos de calor para o interior, além de amenizar o microclima urbano. Para cálculo de desempenho térmico de paredes e coberturas, sempre é considerada a cor da superfície, as cores claras possuem menor absortividade às radiações:

A cor branca nas fachada está em alta hoje e refletem modernidade para as fachadas, como nestes projetos desenvolvidos pela Ecodhome:

fachada casa oeste

No interior as cores podem trazer várias sensações, trazendo conforto visual, sensitivo e lumínico. Segue as indicações de cada cor segundo diversas teorias de arquitetura ambiental:

Tons de azul: são calmantes, frescos (indicados para locais quentes) bom para quartos e locais em que se espera tranquilidade e repouso. Nos tons mais fortes, estimula a comunicação. Para pessoas depressivas indica-se tons mais aproximados do azul hortência.

Tons de verde: conhecido no Feng Shui como a cor da cura. É tom neutro indicado para todos os ambientes da casa, dá a sensação de maior contato com a natureza por isso geralmente é benéfico. Verde com outras cores naturais, tais como beje, palha e marrom, dão sensação de aconchego.

Tons de vermelho: é estimulante e indicado para lugares para atração de público, é estimulante e não deve ser utilizado em excesso nem em ambientes pequenos, pois o vermelho aproxima a parede dos olhos.

Tons de amarelo: muito na moda hoje, é cor estimulante indicada para escritórios e locais de refeições. Nos escritórios estimulam a criatividade e atividades em geral. Tons de amarelo abertos sã muito estimulantes e devem ser usados nos detalhes, cores de amarelo quente dão aconchego em ambientes frios, tons de amarelo “baunilha” fazem os espaços parecerem maiores. Os alaranjados estimulam o apetite e trazem alegria e disposição.

Branco: cor que melhora a iluminação em ambientes escuros, mas não é indicado para ambientes claros e frios. Muito indicado para ambientes confinados e pequenos, em paredes e tetos. Já existe no mercado uma tinta da Coral que reflete mais a luz no interior dos espaços. Decora Luz & Espaço, é uma tinta que ajuda a iluminar o seu ambiente, trazendo sensação de maior espaço, por contar com a tecnologia internacional LUMITEC, que apresenta partículas que refletem o dobro de luminosidade, se comparada a uma tinta convencional.

Cinza: também muito utilizado, para diminuir a frieza da cor, prefira os levemente bege, em tons de concreto.

Todas as cores escuras aproximam a parede do olhar, portanto diminuem os ambientes. Já as cores claras podem ser utilizadas em todas as paredes.

Sobre as tintas, lembre de escolher as menos emissivas e garanta mais saúde na sua casa!

Design inteligente é design sustentável

Cada vez mais percebemos que os modismos não vêm para ficar e sim para ir embora rapidinho! O foco tem sido este, nada dura muito tempo e você logo quer trocar de sofá, de estante, de cores, de paredes… antes mesmo disto tudo estragar ou estar em mau estado. A obselescência das modas chegam antes da obselescência do próprio objeto. E a sustentabilidade, onde fica?

Acreditamos que design inteligente mesmo é aquele que vem para ficar, que dura anos, é atemporal, honesto, útil, inovador, isso sim é sustentabilidade. Um design muito modista não tem durabilidade e perde razão de ser em poucos anos, ou seja, é um design ruim, como dizia o grande mestre Dieter Rams: “O bom design é tão pouco design quanto possível”. O desenho de Dieter é bruto, limpo, direto, mas causou uma revolução, mostrando que a simplicidade e a modulação leva a obselescência para longe.

Vivemos num mundo super-consumista, porém nossos estilo de vida não se sustentará por muito tempo, é preciso mudar padrões. Projetar os ambientes internos deve ser tarefa inteligente, com olhar apurado sobre o que já existe e o que deverá ser criado, avaliando tudo que entrará e sairá do processo. Um grande nome, que veio para revolucionar conceitos de design é Ken Yeang, em seu livro Ecodesign ele oferece um novo desafio ao design e traça novos paradigmas a serem seguidos:

 Projetar para reutilização (DFD);
 Projetar para reciclagem (DFD);
 Projetar para durabilidade;
 Projetar para reduzir a quantidade de materiais usados;
 Projetar para minimizar o desperdício;
 Projetar para a reintrodução ao ambiente natural, utilizando materiais biodegradáveis e atóxicos;
 Projetar para o conserto e manutenção para a reutilização;
 Projetar para o aperfeiçoamento, “upgrading”;
 Projetar para substituição.
 Use materiais reciclados e recicláveis onde for possível;
 Minimize o número de tipos de materiais;
 Evite materiais tóxicos e perigosos;
 Evite materiais compostos, pois podem ser de difícil reciclagem;
 Padronize e identifique sempre os tipos de materiais;
 Minimize o número de diferentes tipos de componentes;
 Use conexões mecânicas ao invés de químicas;
 Use projeto modular;
 Projete juntas e conectores para resistir a montagens e desmontagens repetidas;
 Use materiais e componentes leves;
 Identifique sempre o ponto da desmontagem.

Procurando seguir este modelo, a Ecodhome projetou a loja Eco, que desde o princípio foi sustentável. A loja Eco comercializa produtos infantis de empresas que possuem ações sócio-ambientais comprovadas. O projeto da loja partiu do conceito “less is more” tentando minimizar a quantidade de móveis e “coisas” sem uso, tudo dentro da loja tem uma razão de ser e os móveis foram limpos retos e modulares, porém sem perder o charme, assim as mudanças do tempo podem ocorrer sem percalços e perdas e os módulos podem até serem reaproveitados para outros usos, como o doméstico.

Saiba mais sobre o projeto e assista ao vídeo que explica todo o processo de criação da loja Eco, projetada pela Arquiteta Carine Nath da Ecodhome, AQUI.

Tintas ecológicas

Você sabia que a maioria das tintas que vemos por aí podem emitir componentes poluentes que fazem mal à natureza e à saúde? Mesmo depois de pintada, a superfície com tintas acrílicas, esmaltes e vernizes continua emitindo componentes contaminando o ar no interior dos edifícios. Estes componentes chamam-se COV, ou seja, componentes orgânicos voláteis.

As tintas do mercado possuem muitos componentes poluentes, tais como: benzeno, fenóis, chumbo, resinas alquídicas. Estes elementos, em grande quantidade no ar podem causar doenças e mal-estar nos usuários, um conjunto de sintomas da chamada Síndrome do Edifício Enfermo.

É muito comum verificar a presença da Síndrome do Edifício Enfermo em edifícios comerciais com grande quantidade desses materiais e pouca troca de ar em seu interior. Seus ocupantes podem apresentar desde baixo rendimento no trabalho, até dores de cabeça, congestão nasal, náuseas e cansaço.

O Benzeno está em todo o ar dos centros urbanos, pois provém da fumaça do cigarro, dos escapamentos dos automóveis, das tintas imobiliárias e emissões industriais diversas. O Benzeno pode causar sonolência, taquicardia, dores de cabeça tremores, vômito, entre outros sintomas que, apesar de não chamarem atenção, diminuem nossa qualidade de vida.  Os Fenóis e o Formaldeído, tão presentes em tintas e lacas, são compostos orgânicos poluentes e muito prejudiciais à saúde, podendo causar até câncer se inalados em grande quantidade.

E quais são as soluções?

Hoje, no mercado, já existem algumas opções de tintas e vernizes “sem cheiro” ou a base de água. Apesar destas indicações não classificarem o material como sustentável, podem garantir o menor impacto (segundo alguns atributos) do que o material convencional. Algumas empresas também vêm buscando minimizar a quantidade dessas substâncias nas tintas e algumas delas vem sendo certificadas pelo selo Sustentax, que garante que as tintas certificadas possuem baixa emissão de poluentes, como é o caso de muitas tintas Latex, por exemplo.

Outra solução é a busca por tintas que não contém nenhuma substância tóxica, como é o caso das tintas naturais, a base de cal e minerais. Essas tintas podem ser fabricadas na obra mesmo e tem um custo bastante reduzido, apesar de não oferecerem um padrão de qualidade satisfatório.  Algumas empresas vem fabricando tintas com qualidade bastante superior e de alta qualidade ambiental, como é o caso das Tintas Solum, utilizadas na casa modelo:

Imagem da Casa Modelo – parede com tinta Solum cor café com leite aplicada direto no reboco, parede com tinta Latex aplicada sobre selador a base de água e parede de tijolo a vista com resina impermeabilizante a base de água – soluções menos impactantes na obra.

tinta de cal

Pintura interna da Casa Modelo – pintura a base de cal feita na obra.

Como fazer uma pintura de cal:

Passo 1: em uma lata de 18 litros limpa e vazia coloque 1 pacote de cal especial para pintura e preencha com água até 4 dedos da borda. Deixe a mistura feita por 24 horas e mexa de vez em quando.

Passo 2: na hora do preparo misture o pó xadrez da cor desejada até o máximo de 500g para cada lata, adicione 200ml de óleo de linhaça e misture muito bem.

Passo 3: limpe a superfície de reboco (liso ou texturizado) e molhe-a com uma broxa;

Passo 4: aplique a mistura com broxa, começando por uma camada fina, geralmente são necessárias 3 demãos, é necessário aplicar uma demão logo após a outra, sem secar. Espere secar após a terceira demão para ver deu cobertura.